ENTENDA AS CHUVAS ACIMA DA MÉDIA NOS PRIMEIROS MESES DE 2020

As fortes chuvas deste começo de ano chamaram a atenção da população, especialmente na região Sudeste. Muitos pontos de alagamento, ruas e avenidas intransitáveis, pessoas ilhadas, casas invadidas pela água… As notícias sobre os impactos do grande volume de chuvas tornaram-se corriqueiras.

As grandes cidades têm sido as mais afetadas. As inundações ficam cada vez mais fortes, especialmente em regiões urbanas com muito concreto, muito asfalto e poucas áreas permeáveis. Mas você sabe porque as chuvas estão mais intensas? E porque os alagamentos são cada vez mais catastróficos? Vamos compreender esse cenário.

INTENSIDADE DAS CHUVAS

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            De acordo com meteorologistas, as temperaturas do oceano Atlântico variam entre quente e fria e, neste ano, não estão esquentando como deveriam. Em decorrência das temperaturas mais baixas, as frentes frias que passam pelo Sudeste ficam estacionadas e acontece a canalização de umidade na região, o que leva à formação de nuvens carregadas.

O aquecimento global também é responsável pelas precipitações acima da média. O fenômeno, ao mesmo tempo em que diminui os períodos de chuva, aumenta sua intensidade. De janeiro para cá, os dados sobre os volumes de chuvas das capitais são impressionantes:

  • São Paulo registrou o maior índice acumulado de chuvas em fevereiro desde o começo das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943;
  • Rio teve o maior índice no mês desde 1996;
  • Belo Horizonte teve a maior marca desde 2014;
  • Vitória também registrou valor acima da média.

Com o despreparo urbano para receber os grandes volumes de chuva, as cidades param: 196 municípios decretaram estado de emergência em Minas Gerais e a capital paulista viveu um cenário de caos no dia 10 de fevereiro. E o que faz com que as cidades não suportem esses picos de precipitação?

URBANIZAÇÃO DESORDENADA

                Para os especialistas, os grandes municípios brasileiros não foram devidamente planejados. Com o crescimento desordenado, os ciclos hidrológicos não foram respeitados. O natural seria a água da chuva se infiltrar no solo e desembocar em rios ou córregos. No entanto, a chuva chega em um espaço urbano com poucas áreas permeáveis e não consegue se infiltrar.

Além disso, canais e rios estão canalizados, com inúmeras construções feitas acima de nascentes ou cursos d’água. Isso acaba gerando um desequilíbrio do curso normal das águas e potencializa as chances de enchentes acontecerem. Isso significa que o responsável por todos os transtornos dos alagamentos dos últimos anos é o próprio homem, que desconsidera o meio ambiente em ‘benefício’ próprio.

 

               

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